Posts Tagged 'recomeço'

Surpresa…

Os sinos da meia-noite. Os mimos escondidos pela casa. O aniversário depois da aula. O abraço atrás do balcão. A música que teve endereço certo. A chuva de chocolates no carro do primeiro encontro. O cartão das rosas à espera no camarim. O telefonema de longe. As luzes da noite de Lisboa. O carro, o cais e o porto. A invenção de palavras únicas do outro lado do oceano. Os sussurros nos corredores do hotel. A festa de despedida. O reencontro no aeroporto bem longe daqui. O video-presente-romântico mais lindo do mundo. O SMS do dia seguinte. O envelope nos pés da árvore de Natal. As coincidências, ironias do destino. O beijo interminável da festa que estava no fim. Aquele que tentou ocupar o lugar do outro… e o que veio depois que, sem tentar, conseguiu.

***

E ontem veio você, com aquela bandeira branca. E eu, que sempre amei as belas surpresas, tive medo. A overdose de adrenalina do presente no meu corpo, contrastava com as lembranças ainda vivas do passado. Nada daquilo fez o menor sentido até o momento em que, mais calma, consegui enxergar poesia na cor dos seus olhos.

Que venha a brisa fresca, a conversa derradeira e o acento certeiro em cada vogal que dele precise. Que venha o inesperado, então. E o recomeço súbito de histórias que nunca tiveram fim.

Era uma vez…

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De volta ao começo…

Há alguns meses resolvi me propor um desafio: escrever aqui durante cinquenta dias consecutivos, cada um com uma temática diferente. Empaquei no quinto dia e hoje, após muitas tentativas, pus fim ao desafio. Fim.

Ah, o fim. Essa é a única certeza que temos, né? A de que, no fundo no fundo, tudo acaba. Há algumas semanas recebi uma notícia que me fez pensar muito nessa questão: um amigo querido se foi. Eu não tinha contato algum com ele há anos, não estávamos adicionados em nenhuma rede social, mas a ideia de que não existe mais a menor possibilidade de nos esbarrarmos no meio da rua ou de um carnaval, me deixou bem abalada. Como assim, não verei mais aquele sorriso e o olhar que era pura festa ao me encontrar? Rodrigo é o tipo de cara que faz falta ao mundo, sabe? Mas ok… cada um tem sua história e deve mesmo haver algum plano divino pra justificar o encerramento precoce de sua estadia por aqui.

Não sou lá muito boa com despedidas, mas de uma coisa tenho certeza: sou pior ainda quando resolvem sair da minha vida, por conta própria, sem nenhuma explicação. O que dizer sobre um cara que se dizia meu grande amigo mas que, de uma hora pra outra, começou a namorar, me bloqueou e excluiu de suas redes sociais, não atendeu quando liguei e nem respondeu minha mensagem quando perguntei o que estava acontecendo? De uma hora pra outra, a tal grande amizade acabou, sem que eu soubesse o motivo. Oito anos de convivência, intimidade e segredos bem guardados… e é assim que isso termina? É, Renata… é assim.

Trabalhos, estudos, paixões, os grandes amores e os pequenos também. Acabam. Até o melhor pedaço do bolo, aquele que você deixa separado pra comer por último, na esperança de que o prazer seja prolongado a partir do sabor que resta na boca… ele também. Acaba.

Pois é… não foi só o tal desafio que decidi eliminar. Mais uma vez, no meio de uma boa faxina, resolvi jogar algumas coisas fora e deixar outras tantas pra trás. É hora de seguir, entender e viver o que é cíclico. E lá vou eu, escrever o novo… de novo.

Ao fim, eu prefiro os recomeços.

“Uni duni tê… salamê mingüê…”

Andar sem pressa e sem destino.

Cinema. Avistar e entrar. Escolher um filme e, em cima da hora, optar pelo outro. Livraria. Um café (um chá?). Escolher um livro e lá ficar, sem barulho e sem relógio. Sair ao estar pronta pra dormir. Falar quando iria calar. Meditar ao invés de gritar.

Descobrir o prazer de ser… e não ter que ser.

Seria um almoço natureba durante a semana. Virou um happy-hour na sexta-feira.

Alguns sonhos são perecíveis. Todos os planos são passíveis de mudança.

Diga “trinta e três”…

Ano novo, blog novo.

Há mais de um mês mudei pro WordPress. Coincidentemente, desde que optei por esse “upgrade” em minha vida cibernética, todas as idéias que tive tornaram-se pequenos posts inacabados – e, é claro, nunca os publiquei. Hoje, munida de toda coragem possível, resolvi encará-los de uma vez.

Não, eles não serão publicados ainda. Olhando um por um dos arquivos, percebi que poderia simplesmente deletá-los. Subitamente, no entanto, fui tomada por um sentimento arrebatador… não sei como – do nada! –  senti que seria burrice apagar uma parte das minhas histórias. Aqueles posts virarão música, serão belos contos e aquele outro, com certeza, é um ótimo argumento pro meu primeiro curta-metragem! Entendi que a essa percepção, alguns dão o nome de “bom-senso”… e que esse “senso” só fica bom mesmo quando vem acompanhado de uma coisa: maturidade.

Eu havia inventado prematuramente, para mim mesma, a bela desculpa de que o post inaugural deste blog seria publicado dia 23 de agosto do ano presente, celebrando meu “reveillon particular”.

Alguns dias antes,  ao saber quantos anos eu faria, uma amiga perguntou se eu estava “pronta para ser crucificada”… imediatamente, respondi:

“Depois de tudo o que já passei nos últimos tempos,

essa é minha hora de DESCER da cruz”.

É a partir desta frase que dou início à saga dessas linhas bem traçadas pelo editor de textos do meu computador.

Segunda-feira, ao acordar, olhando meu reflexo no espelho do banheiro pensei:

“33 anos…”

( * uma nota rápida para explicar meu raciocínio: em todos os meus aniversários, depois de adulta, tento lembrar de como minha mãe era quando tinha a minha idade. Isso começou quando fiz 21 e pensei: “nossa, aos 21 minha mãe estava casando!” … aos 24 pensei: “nossa, eu nasci quando minha mãe tinha 24 anos!” … aos 27 pensei: “nossa, aos 27 minha mãe já tinha duas filhas!”… e por aí vai!)

… 33 anos…  33… quando minha mãe tinha 33… eu tinha 9!!!

O que mais me espanta? O tempo passando cada vez mais rápido e eu me dando conta de que eu lembro muito dos meus 9 anos!!!

1986… lembro da minha festa, dos meus colegas, de mudar de escola, de fazer 10 (11, 12, 13, 14…), do aparelho fixo nos dentes, de todo ano torcer o pé, das aulas de piano, dos campeonatos de volley, das músicas que eu ouvia, das brincadeiras, do nome completo do primeiro menino por quem me apaixonei, do clube, do ônibus escolar, da saia balonê, do gel “new wave”, da mudança de turma, do fim dos anos 80, da paixão platônica pelo professor de natação, de pegar onda de bodyboard, de estar sempre bronzeada, de ficar rouca e gripada depois dos carnavais, das viagens que fiz (e das que não pude fazer), de quando ganhei meu violão, do primeiro beijo na video-locadora perto de casa, da festa de 15 anos (que durou um fim-de-semana inteiro), das gincanas do colégio, da primeira vez que cantei num trio-elétrico, dos meus 16 anos, de todas as paixões platônicas que tive nos tempos de escola, do fim desses tempos (graças aos deuses!), de entrar na faculdade aos 17, de viver o teatro 24h por dia, de engordar 60 kilos em cinco anos, de fingir que era feliz, daquela quinta-feira de lua cheia aos 22, do primeiro apartamento que aluguei sozinha, da primeira indicação para um prêmio de melhor atriz aos 23, da mudança pro Rio de Janeiro aos 24, dos bairros em que morei, das peças que eu fiz, das temporadas no spa, de voar por 300 metros numa tirolesa sobre um vale “mágico”, de emagrecer 43 kilos em um ano e meio, da família que eu escolhi entre os amigos que fiz, dos homens que conheci, de me apaixonar por Portugal ( e pelos portugueses), do encanto por Nova York, de expor minha vida em cadeia nacional, do que fiz e me arrependi, de quando eu descobri o que significava amar alguém… de querer casar e ser mãe dos filhos dele… do tempo em que eu me perdi, de me deixar machucar, das fotos que apaguei e de quando me (re)encontrei… ENFIM! Eu  lembro.

Lembro de cada instante, de cada olhar, de cada cheiro… por isso, decidi que meu aniversário seria amplamente celebrado em 2010. Lembro de tudo o que senti e não me arrependo de nada – até mesmo do que, um dia, já me arrependi. E hoje, após uma semana de comemorações, me orgulho muito desses meus 33 anos… mas adoro quando olham pra mim e não acreditam que já passei dos 30, ok? Fica a dica! 😉

Bom, como todo “reveillon” que se preze, pensei em diversas metas que quero atingir nos próximos anos… mas nada de projetos impossíveis. Não quero mais criar acordos comigo que vou acabar por não cumprir. Uma coisa é fato: preciso começar pelo mais simples como, por exemplo, arrumar meu armário, organizar meu quarto, meu mundo… depois pensar em dormir e acordar mais cedo…e redescobrir o “botão que eu apertava” e me fazia sair de casa pra academia, feliz. Aos poucos, conquistarei novos espaços… e assim dominarei o MUNDO!

Pronto, tá na hora publicar! Foram muitas lembranças e eu  já esperei tanto…!

Ai ai… de repente, bateu uma saudade enorme do acalanto…

…e do “eu te amo” em esperanto.


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Renata Celidonio

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